Carolina Herrera Jr. chega ao Brasil com desfile e festas

Carolina Jr. – semana agitada no Brasil /Foto: Reprodução

 

Carolina Jr., uma das quatro filhas da estilista Carolina Herrera e braço direito da mãe na marca da estilista venezuelana, desembarca no Brasil na próxima semana para o lançamento mundial do novo perfume da grife. A agenda intensa começa no dia 16 em São Paulo, onde acontecerá um desfile para lançar uma linha de roupas — a primeira assinada pela herdeira. Depois, ela segue para o Rio de Janeiro, onde planeja apresentar o perfume aos cariocas com uma festança na Praia de Ipanema. Jornalistas do mundo todo estão convidados para o evento de Carolina ‘Herdeira’, seu apelido no mundo da moda.

A coluna bateu um papo com a moça. Confira:

Você planeja se tornar a sucessora da sua mãe nos negócios?
De jeito nenhum. Quando comecei a trabalhar na companhia, há 14 anos, nunca imaginei que faria o que estou fazendo agora. Eu tento não pensar no futuro, mas concentrar na minha função e em quanto eu amo o meu trabalho.

Como o Brasil é visto hoje dentro da Carolina Herrera?
O Brasil se tornou o nosso maior mercado de fragrâncias e também na moda. É por isso que estamos com planos de expansão para os próximos anos. Eu amo o Brasil, acho um país excitante.

Por que decidiu se arriscar lançando uma linha masculina?
A CH Carolina Herrera tem uma linha masculina, mas não tenho participação na equipe de estilistas. A coleção CH Sport é uma edição limitada para o lançamento do perfume.

E como vai ser o lançamento da fragrância no Rio e em São Paulo?
Será o lançamento internacional. Convidamos 40 pessoas da imprensa e TV, além de jornalistas brasileiros. Vamos apresentar o produto no shopping Cidade Jardim, em São Paulo, dia 17, e na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, seguida de uma festa no Hotel Fasano, no dia seguinte.

Suas irmãs se interessam pelos negócios da família como você?
Patricia atualmente trabalha com minha mãe fazendo parte da equipe de Nova York. Minhas outras irmãs são mais velhas. Uma mora na Venezuela e a outra na Argentina.

Como vê a consumidora brasileira?
O Brasil é um grande mercado e varia de lugar para lugar, mas em geral, as consumidoras são sofisticadas, adoram moda e têm boa aparência. Elas apreciam beleza e qualidade.

Quais os próximos planos da marca para o Brasil?
Acho que o fast fashion (as grandes como H&M) é necessário. Ele democratiza a moda e permite que muitas pessoas tenham acesso. De certa forma, gera um conhecimento geral e interesse em moda, o que é ótimo. As pessoas entendem muito mais de moda agora do que há 20 anos. Acho que o crescimento e o apoio de estilistas locais também são importantes, porque permitem aos consumidores comprar peças especiais e individuais e menos “uniformes”. Com isso, os talentos locais e o artesanato podem sobreviver. Haverá sempre um público para a criatividade e a beleza das peças de alta costura.

Hoje as redes de fast fashion dominam o mercado. Qual o lado bom e o lado ruim dessa, digamos, globalização fashion? Acredita que a alta costura está com os dias contados?
Isso é complicado para todos, incluindo as marcas de luxo. Devemos nos manter vigilantes e nos adaptarmos às novas exigências, ainda mais com a crise global, mas é bom para lutarmos mais pelo sucesso e não esmorecer.

Fonte: Revista Época 13 de abril de 2012 | 10:30

 

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