Empresa familiar, a Yoki estava à venda desde o ano passado por causa da dificuldade do grupo em encontrar sucessores. As duas herdeiras da companhia, Misako Matsunaga e Yeda Kitano Cherubini, não tinham interesse na administração.

Yeda é casada com o vice-presidente da companhia, Gabriel Cherubini. Masako, mãe do empresário morto, é mulher de Mitsuo Matsunaga, diretor-presidente e principal executivo da Yoki.

Fontes do mercado afirmaram ao Estado na semana passada que os desentendimentos entre os Matsunagas e os Cherubinis sobre questões administrativas da Yoki eram comuns.

A empresa tem fábricas em seis Estados, produz 610 itens e emprega cerca de 5 mil funcionários. Yoshizo Kitano, um imigrante japonês, fundou a Kitano em 1960 e a vendeu em 1989, abrindo a Yoki (que tem as iniciais de seu nome). Faturou R$ 1,1 bilhão no ano passado.

A compra pelo grupo americano General Mills foi confirmada no dia 24. De R$ 1,95 bilhão envolvido na transação, ao menos R$ 200 milhões foram para pagar dívidas. / B.R. e W.C.

Fonte: Estadão – 05 de junho de 2012