IBGC divulga pesquisa sobre remuneração de conselheiros

Estudo indica que empresas de controle familiar apresentam a maior média salarial.

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) apresenta pesquisa que revela o patamar de remuneração praticado pelas empresas de capital aberto no Brasil para conselheiros de administração, diretores estatutários e conselheiros fiscais. O levantamento, que traz dados consolidados de 2010 das 189 companhias listadas na BM&FBovespa, consolida-se como um importante instrumento de consulta para  profissionais do mercado.
De acordo com o estudo, as empresas de controle familiar saem na frente quando o assunto é remuneração de conselheiros. Esse tipo de companhia apresentou a maior média salarial para conselheiros de administração, seguida por organizações de capital pulverizado e compartilhado. As controladas pelo estado, no entanto, apresentaram o menor nível de remuneração, por terem teto legal definido.
Os dados revelam a forma como a remuneração tem sido usada para alinhar interesses dos administradores, seja na forma de incentivos de curto prazo – como bônus e participações nos lucros – ou de longo prazo, como ações. O documento traz, ainda, informações comparativas com relação ao faturamento anual das empresas, ao percentual de independentes no conselho, ao tamanho dos órgãos de administração, à participação em comitês, ao uso da liminar do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Rio de Janeiro (Ibef/RJ), ao setor de atividade e ao tipo de controle acionário das companhias.
A remuneração de dirigentes é um assunto que ganhou visibilidade após a crise econômica mundial de 2008. Na época, identificou-se que desalinhamentos entre os resultados de longo prazo das organizações e o salário de seus dirigentes foi um dos fatores que produziu os resultados negativos observados no episódio. Assim, o conhecimento dos valores recebidos pelos administradores e a forma como são compostos seus benefícios têm impacto direto em aspectos vitais da governança das companhias.
O estudo foi concebido com dados gerados pelo Formulário de Referência, instituído pela Instrução Normativa 480 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que entrou em vigor em 2010 para aumentar a transparência na gestão das empresas.  As companhias passaram a reportar a remuneração por bloco, além do maior, do menor e do salário médio, tanto na diretoria como nos conselhos fiscal e de administração.

Fonte: www.segs.com.br, 18/03/2012

Equipe de redação da Une Consultoria.

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