Kirin realiza primeira reunião na Schincariol

Caros leitores, compartilhamos recente notícia publicada pelo Valor Online que relata aproximação do novo controlador da Schin com minoritários.

Kirin realiza primeira reunião na Schincariol

Por Daniele Madureira | Valor

SÃO PAULO – Depois de investir quase R$ 4 bilhões e esperar mais de dois meses, a japonesa Kirin finalmente tomou posse hoje da Schincariol. A primeira reunião entre representantes da multinacional japonesa e da diretoria da fabricante de bebidas aconteceu hoje na sede da empresa, em Itu (SP).

Do lado da Kirin, participaram três representantes das áreas industrial e administrativa. Da Schincariol, tomaram parte na mesma mesa o presidente interino, Adriano Schincariol – que, junto com o irmão Alexandre, vendeu a sua participação majoritária na empresa para a Kirin – e Gilberto Schincariol Júnior, diretor financeiro, minoritário na companhia e que, com os irmãos José Augusto e Daniela, entrou na justiça contra o negócio. Essa semana, uma decisão da Câmara de Direito Empresarial de São Paulo cassou a liminar que impedia a Kirin de tomar posse da Schincariol.

Fernando Serec, sócio da TozziniFreire Advogados, que assessora a Kirin, minimizou qualquer possibilidade de mal-estar no encontro. “Todos os acionistas têm interesse em manter a empresa operando da melhor maneira”, disse Serec.

O advogado não confirmou a informação obtida pelo Valor de que ainda ontem tenha sido realizada uma reunião entre os minoritários e a Kirin, para voltar a discutir a venda da parte deles na Schincariol. “Ainda é prematuro falarmos sobre esse assunto [venda dos minoritários]”, disse Serec.

Uma fonte a par das negociações informou que não seria surpresa se a Kirin abaixasse o preço oferecido até semana passada pela Jadangil, empresa dos irmãos José Augusto, Daniela e Gilberto, dona de 49,55% da Schincariol. “Eles [minoritários] deveriam acreditar que a melhor época para vender a parte deles na companhia era até semana passada, antes do julgamento da liminar”, afirma.

Conforme antecipou o Valor na terça-feira, a Kirin havia oferecido R$ 2,5 bilhões aos minoritários e o acordo estava praticamente fechado na sexta-feira, até que os donos da Jandangil passaram a fazer novas exigências, como retirada da cláusula de não concorrência por cinco anos e a posse de fazendas com as principais fontes de água da Schincariol.

(Daniele Madureira | Valor)

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